Eu, Maria Inez Varanda de Souza.
Os livros fizerem e fazem parte
de minha vida desde pequena. Meus pais apesar da dificuldade financeira sempre
investiram no conhecimento de seus filhos. Adquiriram livros e formaram um
acervo e com isto uma mini biblioteca, disponibilizava a quem interessava. As
revistas e jornais eram tratados com cuidados, pois os mesmos eram de difícil
acesso. Lembro-me do dia em que um senhor passou em casa, era um vendedor de
livros. Meu pai com muita dificuldade comprou um acervos, vindo a enriquecer
nossa pequena biblioteca. As capas dos livros eram grossa, coisa fina, dizia
nós. Os cuidados eram redobrados, quem pegava tinha que tomar muito cuidado.
Com o passar do tempo, os livros começaram a chegar com mais facilidade.
Fazíamos um rodízio de livros. O professor da escola adotava um livro por mês,
tinha que ler. Só que eu morava em uma pequena cidade, que os livros tinham que
ser encomendados e demorava um período para chegar. Este período parecia ser
uma grande eternidade. E alguns de meus colegas não tinham condições de comprar,
tinha que esperar alguém ler para emprestar. E a prova do livro era marcada e
cobrava detalhes dos acontecimentos do livro. Eu adorava que o professor
adotasse livros, porque a biblioteca da escola era escassa e regulavam muitos
os livros. Lembro-me da bibliotecária dizendo: Este livro não pode, é somente
para o colegial. Ela não era ruim, é que os livros eram poucos. Hoje vejo que
estamos vivendo em momentos gloriosos, com livros nas prateleiras para ser
lidos, foleados e comentados. E livros virtuais na net disponíveis a leitura e
outros para ser comprados. E bancas pela cidade com livros, revistas e jornais
de fácil acesso, prontos para ser lindos e proporcionar momentos de
descontração.
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